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Educando para o futuro em Angola

Huambo, 15 Junho 2012.- A Angola, país no sudoeste africano, depois de quase três décadas de guerra civil, vive um processo de reconstrução, sendo a educação uma das tarefas mais urgentes. Há quatro anos as irmãs “Servas do Plano de Deus”, que servem aos necessitados neste país africano desde o ano 2005, apoiadas por voluntários do MVC Angola, levam adiante um projeto educativo que busca favorecer crianças e jovens em situação de alto risco, que haviam perdido a esperança de alguma vez aprender a ler ou escrever.

A realidade atual de pós-guerra da Angola é que ao redor de 30% da população infantil está trabalhando e sem ir à escola, mais do 45% em Huambo; por outro lado, ao redor de 40% dos colégios que foram destruídos ainda não chegaram a ser reconstruídos em sua totalidade. “A maioria das crianças nunca pisaram uma escola, alguns poucos nunca voltaram a uma” nos conta a ir. Maria Angela, licenciada em psicologia e educação, uma das responsáveis do projeto.

 

O objetivo do prometo é dar a oportunidade de estudar às crianças que pela precária situação econômica de seus pais ou por terem sido abandonadas por eles, trabalham ou vivem próximo do mercado de Quissala em Huambo. Até o momento os beneficiários são mais de 500 crianças e jovens cujas idades flutuam entre os 2 e 19 anos. Eles recebem além de formação na fé e uma alimentação básica que lhes permite melhorar seu rendimento acadêmico, a instrução escolar correspondente a sua idade e adaptada a sua situação laboral junto com oficinas de canto, teatro, expressão corporal, desenho e pintura.

Venancio (8 anos), por exemplo, é uma das crianças que se beneficia com o projeto, é o segundo de oito irmãos e assiste as aulas com o menor deles, enquanto sua mãe fica trabalhando no kimbo, aldeia tradicional de Huambo. Ele assiste com ilusão a suas aulas do primeiro nível e está a ponto de concluir-lo junto com 30 coleguinhas de idade semelhante.

Atualmente o Estado apóia o projeto com alguns materiais escolares e alimentos básicos, já que reconhece o valor da obra cuja meta final é alcançar uma futura reinserção escolar formal. “Esperamos, com a graça de Deus, logo cobrir o primário completo e ter umas 100 crianças formadas anualmente”, nos compartilha com entusiasmo a ir. Fabiana.

Compartilhamos algumas fotos do nosso projeto Clique aqui